sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Pra morrer de amor há de ter coragem...


Drão, o amor da gente é como um grão/Uma semente de ilusão/Tem que morrer pra germinar/Plantar n'algum lugar.
(Caetano Veloso)

É melhor morrer de amor, do que viver em paz.
(Olhar pra trás- Jair Bloch)

Se ela tivesse/A coragem de morrer de amor/Se não soubesse/Que a paixão traz sempre muita dor...
(Se Ela Quisesse-Vinicius de Moraes / Toquinho)

Pra morrer de amor há de ter coragem, suspiros, paciência, memória fraca, compaixão e acima de tudo: AMOR-PRÓPRIO!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

BRAVO!

Ouvindo a trilha sonora de "Being Julia" ainda eufórica com o surpreendente e inspirador final, lhes digo:

Ora, cuidado com a mulher de verdade!

Aquela que não se contenta com o tédio e busca sempre o fogo da paixão.
Ela, quando tem a vaidade e amor traídos, se contrai de repente e quando menos esperado se expande de tal maneira que não deixa espaço pra ninguém mais respirar, só suspirar... Aquelas lágrimas antes vistas como sinal de submissão e desespero não dão mais sinal de vida, aliás o que mais representa a vida nessa mulher é seu sorriso largo e faceiro. O olhar brilhante que sorri dizendo: - Pensou que tinha acabado não é?


Queria mesmo surpreendê-los, você que pensava que estava se dando por vencida, nesse momento está se perguntando onde foi que errou, estou certa? Uma mulher assim jamais se deixaria abalar por cinismo barato, falsidade, sua inveja desprezível ou até mesmo pelo seu "meio amor". Ela precisa de mais que isso, precisa sentir o seu próprio coração bater forte, ele é quem grita mais alto, onde em maior valor e quantidade possui o amor a si mesma.

Quem ri por último, ri melhor.

Eis essa mulher fascinante, adorável Júlia. Excitante Filme!
BRAVO!

Quem vai pensar em mim?



Em 4 de março de 2009
Aos robôs da minha vida...

O altruísmo é um problema.
Me mato, me morro pensando nos outros.
E é pancada, pancada, pancada.
É uma sina, viver assim, muito complicado (ainda mais pra quem pesava em si em primeiro lugar).
Mas o amor nos leva a pensar em dupla, a repensar e repesar os fatos.
Mas é isso: Quem vai pensar em mim?
Todo mundo precisa de cafuné, de carinho, de perguntas do tipo: Vc está feliz?
Mas não, acho que sou um robô...um robô que perdeu a noção do seu próprio EU.
Um robô que não sente, não vive, não acha.
Um robô que ouve, obedece, atende.
Ou melhor...
Não sou um robô. As pessoas que amam que são robôs, bonecos de cera, alguma coisa que dentro não pulsa coração.
Recebem amor, atenção, carinhos, submissão. E não reagem.
Recebem apelos, espirros, lágrimas. E não se comovem.
Então me pergunto:
Precisam de quê?
De choque,
De beijo,
De grito,
De gelo...

De suicídio,
De piadas,
De silêncio,
De abandono...

"Robôs não sabem o que é viver"

sábado, 15 de janeiro de 2011

Viva a Sociedade Destrutiva.

Em 17 de março de 2009



Auto-destruição? Não, não.
Eles sabem que cigarro faz mal, dizem que até tem substancias do veneno de rato. Pq o que faz mal fascina taanto? Dizem que há pessoas que gostam de sofrer por amor, de apanhar durante o sexo. E as pessoas que se detonam:
- Eu sou feia, magrela e burra.
Ahhhhh, pááára! Tem aquelas fotos atrás da carteira de cigarro, e eles tão pouco se lixando. E nem vou nem falar das drogas químicas...
O ser humando tem seu lado masochista, procura o prazer na dor física e nas humilhações?
Pelo amor de Deus, isso é tolice. Ficar sentado numa cadeira imaginando tudo o que há de pior no mundo, viver só pensando nas horas (hora pra trabalhar, pra dormir, pra morrer), ser humilhado pelo chefe e baixar a cabeça, ver seu namorado agarrar outra e dar um sorrisinho melancólico...
Onde estão todas as idealizações do lugar perfeito, da felicidade?

Carpe...Carpe Dien!!!!

O pecado da Autoprivação

Existem poucas coisas que deixam o ser humano mais na lama do que se abster de algo necessário a sua própria existência, coisas que nos levam pra frente, os sonhos e metas sempre nos levam adiante. Esse fenômeno, aqui designado como "autoprivação" consiste no fato de pessoas como eu, você, seu avô ou sua vizinha deixar de fazer o que o tesão ou vontade manda, apenas por medo, vergonha ou até mesmo preguiça.


Plante uma árvore.
Saia de casa pra pegar uma praia e volte quando quiser.
Faça sexo, e urre o quanto puder, transe com quem quiser.
Encha a cara até vomitar.
Ouça The Beatles ao volume máximo.
Adote uma criança soropositiva.
Grite EU TE AMO dentro de um ônibus
Faça o bem sem olhar a quem
Entre e saia onde e quando quiser.

Existe pecado maior do que a agressão a si próprio? Ir contra a própria vontade é o que nos deixa cada vez mais vazios e incompletos. Por isso meu conselho de sempre é "faça o que bem entender, vá atrás do que você quer, tomando cuidado para não magoar ninguém além de você mesmo", o resto é moleza: driblar  obstáculos, se fingir de bobo, ignorar sentimentos e pessoas negativas. Siga seus instintos, abandone racionalidades e convenções.

Isso sim, é de fato, viver.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

5 Lições Práticas de como Sobreviver ao Amor.

Em 04 de fevereiro de 2009
  1. Saber o que é o amor. Pra começar você tem que aprender o que é o amor. Compreender que não é apenas uma "coisa física". O amor é um sentimento limpo (ou pelo menos deveria ser).
  2. Reconhecer o amor como algo que deve ser compartilhado. Não vale a pena amar somente a si mesmo, nem amar em segredo, muito menos forçar amar alguém pois o amor é um sentimento que flui.
  3. Retribuir amor. Sabe a velha estória "amar uns aos outros" ? Pois bem, aplicando essa fórmula a sua vida com certeza você atrairá muito amor para si mesmo, e, consequentemente será muito amado.
  4. Saber jogar a toalha quando perceber que o amor acabou. Amor acaba? Ah! Tenho uma afirmação melhorzinha: "Se acabou foi pq não era amor". Se foi o amor que vc sentia que acabou, vá com calma para não machucar o seu "ex-amado". Se foi o dele, encare os fatos. Mas antes de desistir completamente, certifique-se que o amor realmente acabou...podes até tentar lutar. Mas se não houver jeito só vai te restar derramar-se em prantos.
  5. (E não menos importante) O amor passa. A gente chora, grita, quase morre, mas SEMPRE se recupera. É inevitável, quando tudo isso passa, nós pensamos: - Como eu chorei por "isso" ? Se encontrarmos a pessoa amada novamente, trememos mas não é como a ebulição d'antes.

Então depois das lições de uma pessoa que nunca as seguiu. Só me resta desejá-los que amem muito e sem métodos... como eu.

Você tá precisando de quê?

4 de fevereiro de 2009

Você tá precisando de quê?
Eu mesma tô precisando de criticidade.
Precisando mesmo, não a achei no meu amigo dicionário.
Preciso de mais objetividade as minhas construções sintáticas, semânticas e
sentimentais.
Eu quero mesmo alguém que diga isso tá bom/isso tá um lixo.
Eu quero ser guiada.
Quero uma luz no fim do túnel.
Quero respostas mais precisas e letras maiores no dicionário.

Vou fazer recortes, colar no meu armário. Vou me pintar de blush para
parecer mais saudável. Comer compulsivamente antes que a depressão chegue, vou ganhar uns quilinhos, e isso é bom.

Vou me livrar da imagem.
Não quero TV, eu preciso de rádio
Da voz, das palavras.
Me ouçam!
Me leiam!
Me analisem!
Atendam meu apelo.
Adeus!

Amor em Peso.

Em 04 de fevereiro de 2009.
13 kg de pessoas me amam.
Eu estava na frente do pc ontem e veio isso a
minha cabeça. Já é difícil falar de amor com números, quiçá com pesos e
medidas.
13 kg de pessoas me amam.
Isso ficou marcado. Falarei
matematicamente:
Considerando que um coração pesa X kg e do
coração de um amante meu seja dedicado a mim X %, e também considerando ter X amantes, deduz-se por aí que 13 kg de pessoas me amam.
É, o amor não é nada disso.
Não é exato.
Eu não tenho os dados
necessários.
Não gosto de calcular.
Mas amo amar e ser amada.
Por outro lado...
Uma pessoa muito especial na minha vida me
escreveu:
"Acho errado quando falam do coração, que por
mais que seja, é apenas um orgão que bombeia sangue. Certo é falar do cérebro
que comanda todas as funções..."
CORAÇÃO x CÉREBRO
Eu gosto de falar do coração, gosto de dizer
que as pessoas que amo moram no meu coração. Gosto de falar do fundo do meu
coração...
Mas eu tô começando a achar eu é meu cérebro
que escolhe quem eu vou colocar no meu coração. Quem eu tenho que tirar, cuidar,
amar...
O quê importa mais?
A visão romântica ou a racional?
Não sei, mas continuo achando:
13 Kg de pessoas me
amam
.

Carta para você.

Eu fico aqui me perguntando o quê de tão ruim eu fiz pra viver assim. Deixa-me pensar: Eu saí muito, estudei pouco, e namorei bastante. Eu menti, enganei. Eu bebi vinho carreteiro e matei aula. Fui uma completa preguiçosa e deixei meu quarto bagunçado.
É, concluindo: Não fui uma "boa menina".
Vendo por outro lado: eu senti um pouco de liberdade dentro de mim. Eu amei, estudei o que eu gosto, conheci pessoas, fiz e firmei amizades, disse e ouvi muitos "eu te amo's", corri para o abraço, li muitos livros interessantes, passei madrugadas e horas e horas no telefone.
Apesar de tantos erros eu consegui ser FELIZ.
O problema é que isso parece incomodar aos outros. Minha felicidade errônea incomoda?
Se for para ser feliz eu prefiro continuar assim. Eu até não estou me dando muito bem às vezes, mas que importa?
"Eu só posso causar mal mim mesma!"
Tudo isso é uma fase e acredito que vá passar. Eu gosto de beber sim! E isso não quer dizer que sou uma louca viciada! O que ocorre é o seguinte: Eu me sinto mais leve e me divirto mais. Sei que é fraqueza. Sei que é idiotice. Sei mais ainda que é passageiro. Um dia irei acordar e dizer: -Que patética eu sou! Sei que a grande maioria dos meus "amigos" não me amam como minha família. Mas fazer o quê se esses úteis estranhos são minhas agradáveis más companhias.
Não sou influenciada, nem influenciável. TUDO O QUE EU FIZ FOI PQ EU QUIS.
Não vale a pena se enganar com a idéia de que sou a ingênua pessoa que se deixou levar pelas vontades dos outros. Mais uma vez vos afirmo: AMAR-ME = ACEITAR-ME
Sem isso, nada feito. Não tô preocupada demasiadamente com o futuro. O agora é que me inspira. Eu quero e e vou amar e beber muito ainda, eu tenho talento para isso. Será que minha felicidade tem custo? Não sei.
E sua felicidade? Não está sendo deixada de lado enquanto estás se preocupada com a minha?
Eu vou ficar aqui
Sendo feliz
até quebrar a cara,
ou não.

Em 3 de fevereiro de 2009.

Silêncio Matinal

Folha em branco.
Silêncio matinal.
Vum vummm
O ventilador gira.
Os olhos voltados para o teto.
Cabeça pensa:
- O que escrever?
Falar de amor, não.
O mundo está em chamas,
e como diz meu amigo Raphael
tudo pode exasperar.
Penso que a vida parou,
mas em que momento?
Quando eu disse que tanto faz.
Então de repente estou pensando numa pessoa.
Mas não cito aqui.
Cito outro quase sem querer.
é natural que minhas palavras se voltem para ele.
Minha caneta já acostumou-se.
Meu eu,
Meu ser,
Meu vazio.
Meu silêncio matinal.

Em 21 de Janeiro de 2009.

Retalhos de mim

Eu não costumo me perder de mim.
Só de vez em quando.
As vezes eu vou embora só por um tempo e me deixo aqui sozinha.
Geralmente é minha bagunça interior que me manda embora.
Às vezes o calor aqui dentro é tão forte que deixo de existir. Outras, o frio faz com que congele meus resquícios de beleza interior.
Da última vez que eu me deixei foi um caos.
Eu não arrumei lugar para me instalar fora de mim, eu não caibo em outro eu.
Cada vez que me dissipo, me divido em mil pedaços e meus pedacinhos sempre voltam pra mim.
Então dá um trabalhão me formar de novo...
... Queria que outra pessoa que não fosse eu juntasse meus retalhos.


p.s.: Hoje quando vim criar o blog descobri que já existe uma poesia chama "Retalhos de mim" de autoria de Vania Staggemeier.
Coincidência não?
Em 28 de Janeiro de 2009.